VIII ASSEMBLEIA GERAL DA HUTURARA 2016

Baixe grátis o manual dos remédios tradicionais Yanomami

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O Instituto Socioambiental (ISA) é uma organização brasileira, sem fins lucrativos, que possui um vasto acervo relativo a povos indígenas, populações tradicionais e meio ambiente. Há artigos, livros, notícias e materiais audiovisuais -, isto para citar alguns dos materiais que podem ser encontrados. Entre tantas pérolas, está o manual dos remédios dos Yanomami, índígenas caçadores-agricultores que habitam o Brasil e a Venezuela.

O material é resultado de um longo trabalho de pesquisadores Yanomami. Jovens deste povo estão sendo formados para produzir pesquisas que ajudem a fortalecer seus conhecimentos tradicionais e dialogar com outros conhecimentos indígenas e não indígenas. O manual se inspirou na pesquisa do antropólogo Bruce Albert e do botânico William Milliken, realizada entre 1992 e 1994, que apresenta um extenso levantamento das plantas medicinais usadas pelos Yanomami para curar diferentes doenças.

Publicado em 2015, são mais de 200 páginas de conhecimento que não deve ser perdido. O livro apresenta as plantas em ordem alfabética e também por agrupamentos de remédios em função dos males a serem tratados. Veja aqui como fazer o download do manual dos remédios dos Yanomami.

 

Plano de gestão territorial e ambiental Yanomami é finalizado

Fonte Rádio Agência: Juliana Cézar Nunes

O plano de gestão territorial e ambiental da Terra Yanomami e o protocolo de consulta ao povo da etnia foi finalizado este mês.

Os documentos foram elaborados pelas lideranças indígenas, com apoio do Isa, o Instituto Socioambiental.

Eles trazem uma série de regras para o uso do território, tanto para a comunidade, quanto para instituições públicas. O principal ponto é a necessidade de consulta às associações em caso de implementação de políticas públicas ou projetos privados na região.

O líder indígena Davi Kopenawa explica o significado do plano e do protocolo para a comunidade.

O procurador da República José Gladston Correia, do Ministério Público Federal (MPF), destaca que o plano de gestão e o protocolo de consulta estão de acordo com o que prevê a Constituição. O avanço seria a adaptação das regras gerais à forma de organização do povo Yanomami.
 

O plano de gestão territorial e ambiental e o protocolo de consulta ao povo indígena Yanomami será entregue a órgãos federais e estaduais, em Brasília e em Manaus.

O Ministério Público e parlamentares também terão acesso aos documentos para que possam monitorar o cumprimento das diretrizes estabelecidas pelos indígenas.

 

Indígenas exigem ser ouvidos sobre projetos na Amazônia: "O Estado tem o dever"

Fonte Brasil de Fato

Cristiane Sampaio
Brasil de Fato | Brasília (DF),
22 de Julho de 2019 às 19:17

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Lideranças indígenas durante entrega de protocolo de consulta no Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF) / Divulgação

 

Comunidades indígenas que reúnem yanomami e ye'kwanas*, etnias presentes nos estados de Roraima e Amazonas, elaboraram um protocolo de consulta que dispõe sobre como os respectivos povos querem ser consultados a respeito de projetos que possam causar impacto em suas vidas.

 

O material, produzido ao longo de quatro anos, está em fase de distribuição para diferentes órgãos públicos e já foi protocolado em instituições como Ministério Público Federal (MPF), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério da Educação (MEC), Ibama, Funai, Ministério da Defesa, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Presidência da República.

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Reserva amazônica Yanomami invadida por 20 mil mineiros; Bolsonaro não intervém

Series de Mongabay: Infraestrutura na Amazônia

 

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  • Estima-se que 20.000 garimpeiros ilegais entraram no Parque Yanomami, uma das maiores reservas indígenas do Brasil, localizada nos estados de Roraima e Amazonas, perto da fronteira com a Venezuela.
  • Os mineiros são bem financiados, provavelmente por empresários que pagam os trabalhadores e fornecem equipamentos de terraplenagem, suprimentos e aviões. Três faixas de ar ilegais e três minas de ouro a céu aberto estão em operação no território indígena Yanomami.
  • Líderes indígenas culpam o presidente Bolsonaro, com sua linguagem anti-indígena incendiária, e sua administração, com suas políticas que privaram de fundos e destruíram as agências responsáveis pela aplicação da lei na Amazônia.
  • Bolsonaro afirma que os indígenas querem a mineração e o agronegócio industrial em suas terras, mas os Yanomami negam veementemente tais desejos. Eles dizem que querem autodeterminação sobre os tipos de negócios em suas terras. Um desses negócios novos e sustentáveis é uma concessão de chocolate que preservaria a floresta tropical e ofereceria renda.

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Terreno dentro do Parque Yanomami com desmatamento da floresta tropical e ocupado pelos garimpeiros, mineiros ilegais. Imagem cortesia do ISA.

Milhares de garimpeiros invadiram ilegalmente o Parque Yanomami, um dos maiores territórios indígenas do Brasil, demarcado oficialmente pelo governo brasileiro em 1992, cobrindo 96.650 quilômetros quadrados de floresta tropical nos estados de Roraima e Amazonas, perto da fronteira com a Venezuela.

Há muitos anos não ocorre uma invasão dessa escala, o que traz de volta lembranças de um período terrível no final dos anos 80 entre os indígenas mais idosos, quando aproximadamente 40.000 garimpeiros se mudaram para as terras e cerca de um quinto da população indígena morreu em apenas sete anos devido à violência, malária, desnutrição, envenenamento por mercúrio e outras causas.

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Genebra: Indígenas do Brasil denunciam as ações do atual governo de Bolsonaro

Fonte: REDE DE JUVENTUDE INDÍGENA

A 12ª Sessão do Mecanismo de Peritos sobre Direitos dos Povos Indígenas, aconteceu  em Genebra de 15 a 19 de julho, no âmbito do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Na ocasião indígenas brasileiros denunciaram a política anti-indígena implementada pelo governo Bolsonaro, que incentiva o ódio étnico/racial e a criminalização de lideranças indígenas.

 

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Rayanne Baré, colaboradora da REJUIND participou da Sessão com apoio do Fundo Voluntário para Povos Indígenas/ONU.

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Indígenas do Brasil e representantes de organizações indigenistas participantes na Sessão.

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