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CIMI: Indígenas lançam campanha contra mineração e construção de hidrelétricas

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Lideranças indígenas reunidas no Seminário, na comunidade indígena Tabalascada


Por J.Rosha, de Boa Vista (RR), Cimi Norte I

Cerca de 200 participantes do Seminário sobre Mineração e Hidrelétricas em terras indígenas aprovaram a realização de uma campanha abrangendo Brasil, Venezuela e Guiana para impedir a construção de barragens. O seminário foi realizado entre os dias 20 e 23 de maio na aldeia Tabalascada, município de Cantá, localizado a cerca de 30 quilômetros de Boa Vista, capital do estado de Roraima. Os participantes aprovaram também um documento pontuando as principais razões pelas quais rejeitam a construção de barragens e mineração em suas terras.

A falta de esclarecimento sobre os impactos ao meio ambiente e às comunidades é a razão principal pela qual os indígenas rejeitam a construção de hidrelétricas em suas terras. “Nós sabemos que parte da nossa terra poderá ser inundada, que vai alagar parte da floresta e matar os animais. Nós não queremos destruição nas nossas aldeias”, diz Davi Kopenawa, referindo-se à construção da hidrelétrica de Paredão, prevista pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para ser construída no rio Mucajaí.

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Fotos: Ato Comemorativo da saída dos fazendeiros da região do Ajarani.

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Vídeo: Índios comemoram desocupação de reserva Yanomami em Caracaraí, RR

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Após 22 anos de homologada, área foi totalmente desocupada nesse dia 31.

Líder indígena diz que a luta agora é contra o garimpo ilegal na reserva.

Assista no site do G1

As porteiras estão abertas depois de 22 anos. A Terra Indígena Yanomami foi homologada em 1992, mas todo esse tempo fazendeiros brigaram na justiça pela permanência na região. Nesse último mês de maio, as três últimas fazendas na região do Ajarani, em Caracaraí, sul de Roraima, foram desocupadas e os indígenas celebraram com uma grande festa.

De acordo com o procurador da República, Gustavo Alcântara, não houve conflito para a retirada. "Houve esta retirada sem qualquer conflito. Os ocupantes assinaram Termo de Ajustamento de Conduta [TAC], com um acordo com o Ministério Público Federal", disse.
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G1: Indígenas comemoram a total desocupação de fazendeiros em terras Yanomami

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VIOLÊNCIA SEXUAL Índia é sequestrada e estuprada no Cantá

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Fonte Jornal Folha de Boa Vista

AMILCAR JÚNIOR
Editoria de Polícia

05_30_2014Uma estudante indígena de 19 anos, da etnia Yekuana, alega que foi estuprada por dois homens, na noite de anteontem, em um barraco de madeira na vila Vintém, a aproximadamente cinco quilômetros da Capital pela BR-401, no Município do Cantá, depois da ponte dos Macuxi.

A estudante contou em depoimento à polícia que estava no Centro quando recebeu a ligação de uma amiga, moradora do bairro 13 de Setembro, zona Sul. Ela então foi até a casa da outra e, chegando lá, foi surpreendida por dois homens já encapuzados, escondidos atrás da casa.

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Expansão da rede de comunicação dos Yanomami por radiofonia

O projeto tem como meta ampliar a rede de aldeias yanomami interligadas pela comunicação via radiofonia. Atualmente fazem parte desta rede 17 comunidades localizadas na Terra Indígena Yanomami mais a sede da HAY localizada em Boa Vista. A meta deste projeto é ampliar para 87 o número de comunidades, o que corresponde a 32% do total de comunidades yanomami no Brasil (257). Leia Mais ∴