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Questão indígena esquenta disputa eleitoral em Roraima

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Denúncia feita pelo pajé Davi Kopenawa contra Romero Jucá (PMDB) é apenas ó último capítulo de uma das mais acirradas disputas do país.

Carta Capital por Bruna Carvalho

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O xamã indígena Davi Kopenawa, pajé e presidente da Hutukara Associação Yanomami, participa de mesa que a Flip dedicada aos índios e à Amazônia

Quando o pajé Davi Kopenawa pediu a palavra na cerimônia de encerramento da Festa Literária de Paraty (Flip) para denunciar as ameaças de morte que sofreu nos últimos meses, trouxe à tona uma série de questões inerentes ao embate político que hoje tem palco em Roraima. Davi se mostrou preocupado com a invasão de fazendeiros e garimpeiros na terra dos ianomâmis.

“Não quero repetir o que aconteceu há 40 anos com o meu amigo Chico Mendes”, afirmou antes de acusar a família do senador Romero Jucá (PMDB-RR) de incentivar a prática de garimpo ilegal. “O filho dele mora em Roraima e está mandando os garimpeiros entrarem no estado. Nós, a Funai e a Associação Ianomâmi ficamos brigando com ele, pois ele não pode continuar destruindo a natureza.”

Pouco depois dessas palavras serem proferidas diante da imprensa nacional e internacional presente no evento, o alvo das acusações se pronunciou. Romero Jucá, cujo filho Rodrigo disputa a eleição em Roraima como vice na chapa do governador Chico Rodrigues (PSB), disse no dia seguinte que a fala de Davi não passava de uma tentativa de promover a senadora Ângela Portela (PT-RR), adversária de Rodrigo na disputa.

“As declarações de Davi são irresponsáveis e mentirosas. Eu não tenho nada a ver com garimpo, o Rodrigo não tem nada a ver com garimpeiro”, afirmou Jucá a CartaCapital. “A senadora Ângela e o Davi, que mandam na Funai de Roraima, deveriam estar mais preocupados com os índios que passam fome na periferia de Boa Vista do que com o banquete na Flip.”

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No fim da Flip, líder ianomâmi relata ameaça de morte e cita Chico Mendes

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Davi Kopenawa havia dito antes que recebeu intimidações de garimpeiros.

Festa literária de Paraty acabou neste domingo (3).

Fonte G1

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Davi Kopenawa, líder indígena ianomâmi, durante o encerramento da Flip em que disse sobre ameaças (Foto: Flavio Moraes/G1)

A tradicional roda de leitura que encerra a Flip foi sucedida por um discurso do líder ianomâmi Davi Kopenawa neste domingo (3), a respeito das ameaças de morte que vem recebendo em Roraima e no Amazonas. "Estou muito preocupado com o meu povo ianomâmi. Os fazendeiros e garimpeiros têm muito dinheiro para matar o índio", disse o presidente da Hutukara Associação Yanomami.

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'Eu não quero morrer à toa', diz Davi Kopenawa em Paraty

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Líder ianomâmi ameaçado de morte diz que até agora não recebeu proteção da polícia


Por Maurício Meireles
O Globo

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Uma mulher ianomami e seu filho: grupo étnico vive sob ameaça - Scott Dalton/The New York Times / Divulgação

Ameaçado de morte por garimpeiros, o líder ianomâmi Davi Kopenawa chegou nesta quarta-feira à Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e está hospedado —por uma ironia sombria — na Pousada do Ouro. Conhecido internacionalmente por sua militância, ele diz que as atuais ameaças são as mais graves que já recebeu e, por isso, teme pela segurança do filho. Kopenawa também denuncia o que seria uma negligência das autoridades em oferecer proteção a ele e seus colaboradores.

— Fui denunciar as ameaças ao delegado da Polícia Federal em Boa vista, mas acho que ele não está interessado em ajudar o povo indígena. Disse que não podia prometer nada para nos proteger — afirma Davi. — Então estou sem proteção das autoridades. Estou protegido por nós mesmos. Sem armas.

O líder indígena passou um mês com "sua comunidade", afastado da cidade, onde, diz ele, os garimpeiros não podem encontrá-lo. Mas afirma estar preocupado com seu filho, que também milita pelos direitos ianomâmi.

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Davi Yanomami denuncia que está ameaçado de morte por garimpeiros

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Leia também:

Survival: Brésil : un chamane de renommée mondiale menacé d’assassinat

BBC: Amazon: Yanomami tribe's Davi Kopenawa gets death threats

Davi Kopenawa Yanomami está sob ameaça de morte no Brasil

G1: 'Estou sendo ameaçado de morte', diz líder indígena Davi Kopenawa, em RR

G1: Líder Yanomami alega que sofre ameaça de morte, em Roraima

ISA :  Davi Kopenawa Yanomami recebe ameaça de morte

FSP: A caminho da flip Davi Kopenawa denuncia ameaças de morte

Survival International: Brazil: Gunmen threaten to assassinate leading Amazon shaman


 

FBV: RIBAMAR ROCHA
Editoria de Cidade
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7_29_14O líder Yanomami, Davi Kopenawa, denunciou ao delegado-adjunto da Polícia Federal (PF) em Roraima, Fernando Peres, que está sofrendo ameaças de morte. Um relatório cronológico foi protocolado na PF e entregue ao delgado durante audiência realizada na tarde de ontem na sede da PF. O relatório é assinado pelo diretor da Hutukara Associação Yanomami (HAY), Dario Vitorio Kopenawa Yanomami, e consta que as ameaças estariam partindo de pessoas que se sentiram prejudicadas com as operações de retiradas de garimpeiros na Terra Yanomami.

Segundo aponta o relatório, além de Davi, os diretores e funcionários da HAY estariam em clima de insegurança depois das ameaças de morte feitas por pessoas estranhas que estariam rondando a sede da organização.

A cronologia das ameaças relata que em maio deste ano o diretor da Hutukara, Armindo Góes, disse que estava em São Gabriel da Cachoeira-AM quando garimpeiros avisaram que "pessoas que tiveram prejuízo com as operações de combate ao garimpo na Terra Yanomami estavam buscando por Davi Kopenawa e que ele não chegaria vivo até o final do ano".

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Expansão da rede de comunicação dos Yanomami por radiofonia

O projeto tem como meta ampliar a rede de aldeias yanomami interligadas pela comunicação via radiofonia. Atualmente fazem parte desta rede 17 comunidades localizadas na Terra Indígena Yanomami mais a sede da HAY localizada em Boa Vista. A meta deste projeto é ampliar para 87 o número de comunidades, o que corresponde a 32% do total de comunidades yanomami no Brasil (257). Leia Mais ∴