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Indígenas lançam campanha contra mineração e construção de hidrelétricas

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05_28_2014Cerca de 200 participantes do Seminário sobre Mineração e Hidrelétricas em terras indígenas aprovaram a realização de uma campanha abrangendo Brasil, Venezuela e Guiana para impedir a construção de barragens. O seminário começou na última terça-feira, dia 20, e foi encerrado ontem, dia 23, na aldeia Tabalascada, município de Cantá, localizado a cerca de 30 quilômetros de Boa Vista. Os participantes aprovaram também um documento pontuando as principais razões pelas quais rejeitam a construção de barragens e mineração em suas terras.

A falta de esclarecimento sobre os impactos ao meio ambiente e às comunidades é a razão principal pela qual os indígenas rejeitam a construção de hidrelétricas em suas terras. “Nós sabemos que parte da nossa terra poderá ser inundada, que vai alagar parte da floresta e matar os animais. Nós não queremos destruição nas nossas aldeias”, disse o líder indígena Davi Kopenawa, referindo-se à construção da hidrelétrica do Paredão, prevista pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para ser construída no Rio Mucajaí.
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Seminário sobre Mineração e Hidrelétricas em Terras Indígenas

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Declaração da Tabalascada

Doc Original


Nós, lideranças indígenas Macuxi, Wapichana, Ingaricó, Ye’kuana, Yanomami do Brasil, lideranças indígenasArauak, Wapichana, Akawaioda Guiana Inglesa, e lideranças indígenasYe’kuana, Uwottuja, Yanomami, Yabarana e Baré da Venezuela, juntamente com nossas organizações indígenas Conselho Indígena de Roraima – CIR, Hutukara Associação Yanomami – HAY, Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos – APITSM, Conselho do Povo Ingaricó – COPING, Organização Regional dos Povos Indígenasdo Amazonas – ORPIA e organizações aliadas como o Instituto Socioambiental – ISA e Conselho Indigenista Missionário – CIMI, e demais convidados, reunidos no Seminário sobre Mineração e Hidrelétricas em Terras Indígenas realizado nos dias 20 a 22 de maio de 2014 na Comunidade Indígena Tabalascada, região Serra da Lua, Roraima – Brasil, afirmamos que a Mineração e Hidrelétricas atingem a vida dos povos indígenas e Mineração e Hidrelétricas andam juntas! Sem hidrelétricas não tem mineração.
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Brasil é denunciado na ONU por “regressão nos direitos indígenas”

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As violações de direitos humanos e territoriais dos povos indígenas no Brasil foram denunciadas à Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira durante a 13ª sessão do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, realizado na sede da Organização em Nova York.

Lindomar Terena, indígena de Mato Grosso do Sul e representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), falou sobre as iniciativas de setores da sociedade, como a bancada ruralista do Congresso Nacional, para aprovar mudanças nos direitos constitucionais indígenas.

 

“Está em curso no Brasil uma série de articulações e iniciativas que buscam a reduzir, suprimir os direitos dos povos indígenas, reconhecidos pela Constituição Federal Brasileira e reafirmados por tratados internacionais. [...] O modelo desenvolvimentista brasileiro objetiva disponibilizar os territórios indígenas, e de outros segmentos e comunidades tradicionais, para a exploração descontrolada dos bens naturais, a expansão do agronegócio e a implantação de grandes empreendimentos. [...] Para tanto, o Governo brasileiro paralisou o processo constitucional de demarcação de nossos territórios, aumentando gravemente os conflitos territoriais em várias regiões do Brasil”.


Leia o discurso na íntegra:

Senhora Presidente, demais parentes indígenas de todo o mundo
A organização que represento, chamada Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB, reúne organizações regionais indígenas e de base dos 4 cantos do Brasil, atua na defesa dos direitos e da vida de mais de 300 povos, falantes de 270 línguas. Apesar de sermos 1 milhão de indígenas que sobreviveram a grande invasão de 1500, ainda hoje, representamos 1/3 da diversidade étnica na América do Sul.

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Desocupação de reserva Yanomami em Caracaraí, Sul de RR, é finalizada

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Retirada do último fazendeiro na região do Ajarani ocorre neste sábado (31).

Ação é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta firmado pelo MPF.

Fonte G1


Após 22 anos de homologadas, áreas da região do Ajarani, pertencentes à reserva indígena Yanomami localizada no município de Caracaraí, Sul de Roraima, serão totalmente desocupadas por fazendeiros neste sábado (31), segundo informou o procurador da República Gustavo Kenner Alcântara, representante titular da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão Indígena do Ministério Público Federal em Roraima.

A ação de retirada finaliza o cronograma de desocupação estabelecido no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo MPF no fim de 2013 com proprietários de 12 fazendas situadas irregularmente dentro da reserva. De acordo com o procurador da República, ocorreram  desocupações na região nos meses de dezembro do ano passado e abril deste ano.
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Debatedores denunciam violação de direitos humanos por mineradoras

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Parlamentares e representantes de entidades da sociedade civil apontaram, na CDH, várias irregularidades cometidas pela Vale do Rio Doce

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Sonegação de impostos, prática de espionagem, destruição da natureza e trabalho escravo foram denunciados na CDH Foto: Marcos Oliveira

Os convidados para a audiência realizada ontem pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) criticaram irregularidades e violações de direitos humanos cometidas pela Vale do Rio Doce, pelo conglomerado Anglo-Americano e por outras ­empresas que atuam na área de mineração.

Subfaturamento das exportações de minério, sonegação de impostos, práticas ilegais de espionagem, destruição da natureza e uso de trabalho escravo e infantil foram algumas das irregularidades citadas pelos convidados.
radiotower

Expansão da rede de comunicação dos Yanomami por radiofonia

O projeto tem como meta ampliar a rede de aldeias yanomami interligadas pela comunicação via radiofonia. Atualmente fazem parte desta rede 17 comunidades localizadas na Terra Indígena Yanomami mais a sede da HAY localizada em Boa Vista. A meta deste projeto é ampliar para 87 o número de comunidades, o que corresponde a 32% do total de comunidades yanomami no Brasil (257). Leia Mais ∴