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Ouro da terra yanomami era vendido em empresa da Avenida Paulista

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Fonte: Kátia Brasil http://amazoniareal.com.br

É na Avenida Paulista, o centro financeiro do país em São Paulo, o destino final do ouro extraído ilegalmente e contrabandeado por uma organização criminosa que devastou rios, florestas e provocou doenças e mortes aos índios da Terra Indígena Yanomami, no Estado de Roraima.

 

No endereço, segundo investigação da Polícia Federal, funciona uma DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), que é uma das sete instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central para operar no mercado da venda do ouro em lingotes (barras) para clientes no país e no exterior.

Acima de qualquer suspeita nos negócios, a DTVM da Avenida Paulista virou o principal alvo da Operação Warari Koxi da Polícia Federal, que conforme a Amazônia Real publicou, desarticulou a cadeia da extração de minérios dentro da reserva indígena no dia 8 de maio.

Participavam da organização, segundo as investigações, mais de 600 garimpeiros, 30 empresas, que tinham permissão de lavra de garimpo em outros estados, 26 comerciantes locais de venda de ouro de Boa Vista (RR), cinco servidores públicos, inclusive da Funai (Fundação Nacional do Índio). Há indícios do suposto envolvimento de indígenas yanomami no esquema.

A organização criminosa movimentou com a venda do ouro do garimpo ilegal, financiado pela DTVM investigada, R$ 1 bilhão entre os anos de 2013 a 2014, diz a Polícia Federal.

Em entrevista exclusiva à agência Amazônia Real, o chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, delegado Alan Robson Alexandrino Ramos, disse que não divulgará o nome da DTVM investigada em razão do segredo decretado no inquérito policial pela Justiça Federal de Roraima. Mas, adiantou que na sede da empresa em São Paulo foram aprendidos documentos que comprovam como a organização criminosa agia na reserva indígena, e cerca de 3 quilos de ouro em barras de 250 gramas.

O destinatário final, aquela que recebia o lucro de tudo isso, é a instituição financeira, uma DTVM da Avenida Paulista. O ouro (do território yanomami) chegava em São Paulo e entrava no mercado lícito, no mercado formal, através de fraude de documentos que apontavam a origem de garimpos devidamente autorizados em outros locais, que não o de Roraima, onde não existe garimpo autorizado. Então eles faziam essas fraudes justificando a origem do ouro com as notas fiscais”, afirmou o delegado Alan Robson, como é mais conhecido na PF.

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Barras em lingote de ouro apreendidas em 2014 (Foto: PF)

Os compradores do ouro vendido pela DVTM, que são pessoas físicas e jurídicas, também são alvo da investigação. “A princípio, quem está comprando o ouro da DTVM não sabe da origem ilegal, mas estamos investigando também. Apreendemos documentos na empresa nesse sentido”, afirmou o delegado Alan Robson.

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Dois servidores da Funai, em RR, são afastados do cargo durante operação

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Servidores recebiam propina mensal de garimpeiros, diz Polícia Federal.

Funai informou que aguardará os resultados das investigações.

Valéria Oliveira Do G1 RR

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Dois servidores ligados à Fundação Nacional do Índio (Funai) foram afastados dos cargos durante a operação 'Warari Koxi', deflagrada em Roraima e mais quatro estados nesta quinta-feira (7) para combater e desarticular uma organização criminosa que agia na extração ilegal de ouro e pedras preciosas nas terras da Reserva Yanomami, na região de Boqueirão e Uraricoera, extremo Norte de Roraima.

Os servidores, conforme a Polícia Federal (PF), são o coordenador-geral da Frente de Proteção Yanomami e Ye'kuana, João Catalano, e o chefe da coordenação técnica local, Paulo Gomes da Silva. A participação deles no esquema, conforme a delegada responsável pelo inquérito, Denisse Silveira, era avisar às pessoas que atuavam nos garimpos ilegais sobre operações policiais em troca de propina.

"Foi detectado durante a investigação o envolvimento de funcionários públicos, dentre eles dois funcionários da Funai, e foi solicitado afastamento até o término da investigação. Segundo a investigação, eles cobravam propina dos garimpeiros para que os órgãos de fiscalização não atuassem na região, avisando-os antecipadamente caso a polícia fosse até o local. Então haveria um pagamento de propina mensal para que pudesse permitir essa exploração na região na terra indígena", disse a delegada.

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Extração ilegal em garimpo de RR movimentou quase R$ 1 bi, diz PF

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Montante representa transações ilegais entre 2013 e 2014 em 5 estados.

Dois funcionários da Funai foram afastados do cargo durante ação da PF.

Fonte Inaê Brandão Do G1 RR

 

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A extração ilegal de ouro na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, gerou cerca de R$ 1 bilhão em movimentações ilegais entre os anos de 2013 e 2014 nos estados de Roraima, Amazonas, Rondônia, Pará e São Paulo, segundo informou a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (7). Os dados foram apresentados durante coletiva de imprensa sobre a operação 'Warari Koxi', deflagrada no início da manhã desta quinta. Ao todo, 313 medidas judiciais estão sendo cumpridas (veja vídeo acima).

De acordo com a PF, a operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que extrai ouro ilícito principalmente na reserva Yanomami. A ação ocorre em duas frentes: uma rural, que investiga os executores do garimpo, e outra urbana, que apura os intermediários e financiadores.

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G1: PF faz operação de combate à extração ilegal de ouro em Roraima

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Operação 'Warari Koxi' foi desarticulada na madrugada desta quinta (7).

São investigados empresários, donos de garimpos e pilotos de avião.

Fonte G1

 

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A Polícia Federal (PF) iniciou na madrugada desta quinta-feira (7) a operação 'Warari Koxi' para combater e desarticular uma organização criminosa que agia na extração ilegal de ouro e pedras preciosas nas terras da Reserva Yanomami, na região de Boqueirão e Uraricoera, extremo Norte de Roraima. De acordo com a Polícia Federal, devem ser cumpridas 313 medidas judiciais nos estados de Roraima, Amazonas, Rondônia, Pará e São Paulo.

Entre os pontos investigados pela operação estão algumas das joalherias localizadas nas Ruas Benjamin Constant e Araújo Filho, no Centro da capital. Conforme a Polícia Federal, foram apreendidos documentos nas empresas investigadas. Até o início desta manhã não houve prisões.

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PF combate extração ilegal de ouro e pedras preciosas em Roraima

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Prejuízos estão estimados em R$ 17 milhões mensais, além da agressão ao meio ambiente nas regiões das terras da reserva Yanomami

Folhaweb
05/07/2015 08:39

A Polícia Federal, em ação conjunta com o IBAMA e com a Polícia Militar do estado de Roraima (PMRR), deflagrou, na madrugada desta quinta-feira (07), a Operação Warari Koxi.

O objetivo da ação é combater e desarticular uma organização criminosa que agia na extração ilegal de ouro e pedras preciosas nas terras da reserva Yanomami, provocando considerável degradação ambiental. Os prejuízos estão estimados em R$ 17 milhões mensais, além da agressão ao meio ambiente.

Cerca de 150 policiais federais, de várias regiões do país, deram cumprimento simultâneo a cerca de 313 medidas judiciais nos estados de Roraima, Amazonas, Rondônia, Pará e São Paulo.
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NOTA DA HUTUKARA SOBRE A SITUAÇÃO DO ATENDIMENTO DE SAÚDE AOS YANOMAMI

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26 de março de 2015

Nota da HAY doc

A Hutukara Associação Yanomami vem em nota informar que a saúde é um tema prioritário em suas atividades e entende que para a situação de saúde na Terra Indígena Yanomami melhorar deve-se mudar a forma de atuação do Distrito Sanitário Yanomami, garantindo a sua autonomia administrativa e financeira, a capacitação do controle social, a qualificação dos recursos humanos disponíveis, especialmente do Agente Indígena de Saúde.

Deve-se, também, equipar melhor os postos de saúde localizados na T.I. Yanomami para oferecer condições adequadas á realização do atendimento primário, diminuindo assim o número de remoções para a Casa do Índio em Boa Vista.

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Vídeos: Encontro das Mulheres Yanomami 2014

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encontro das mulheres

Posted by Hutukara Associação Yanomami on Thursday, May 14, 2015

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Leão Serva - Folha de SP: Morte sistemática de Ianomâmis é um tabu

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23/02/2015 02h00 A Folha publicou com grande destaque na edição de domingo (22) a notícia do lançamento do livro "Nobres Selvagens" (pela Três Estrelas, selo do Grupo Folha), de autoria do antropólogo norte-americano Napoleon Chagnon. Títulos na capa e no caderno da Ilustríssima chamaram a obra de "livro tabu". Trata-se de um exagero baseado no discurso persecutório do autor, que sempre responde às críticas a seu trabalho com alegações de perseguição pessoal ou boicote.

Uma pesquisa no Google News apresenta 872 respostas com notícias sobre o antropólogo e 64 referências ao livro, incluindo veículos de grande prestígio internacional como "The New York Times" e "Washington Post". No Brasil, certamente a obra não foi tema de reportagens simplesmente porque não havia sido lançada. Na edição, textos de Marcelo Leite e André Strauss compilam as principais fragilidades apontadas pelos críticos da obra de Chagnon.

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Instalação da radiofonia no Aldeia Serrinha região do Ajarani.

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Radiofonia instalada na Aldeia Serrinha região do Ajaranii - Terra Indígena Yanomami

Doação Claudia Andujar e Galeria Vermelho