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DECLARACIÓN DE LIMA

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"El Llamado Amazónico"

Lima (Perú)

6 y 7 de agosto de 2014

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POVOS INDÍGENAS ISOLADOS E DE RECENTE CONTATO NO BRASIL “A que será que se destinam?”

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Após 26 anos, é possível celebrar a eficácia dos princípios do Sistema de Proteção ao Índio Isolado: o respeito à decisão dos povos de se manterem isolados e a autodeterminação dos grupos de recente contato. No entanto, dificuldades apontam para um colapso do sistema.

por Antenor Vaz

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Avistamentos ou contatos com indígenas “isolados” na América do Sul têm sido notícia recorrente na imprensa internacional. Brasil, Equador, Peru, Colômbia, Bolívia, Paraguai e Venezuela abrigam mais de duas centenas de referências sobre a presença de grupos indígenas isolados e/ou recém-contatados.

O Brasil voltou a ser notícia quando um grupo de sete indígenas isolados decidiu contatar os ashaninka da aldeia Simpatia (localizada na Terra Indígena Kampa/Isolados, no Alto Rio Envira, Acre, uma região de fronteira do Brasil com o Peru). Um grupo de isolados, na manhã do dia 11 de junho, tentou comunicação verbal, mas não foi compreendido pelos ashaninka. Por meio de gestos, solicitavam roupas e objetos industrializados – facões, panelas, entre outros. Faz cerca de três anos que esses “indígenas não contatados” são avistados próximo das aldeias dos ashaninka em busca de objetos industrializados e produtos das roças.

Esse fato desperta curiosidade acerca do então grupo isolado, mas também suscita outras questões: existem outros grupos indígenas isolados no território nacional? Quantos são? O que ocorre com esses grupos após o contato efetivado? Existem políticas públicas dirigidas a esses povos? Como o Estado brasileiro concebe essa questão e quais são os instrumentos de “proteção” para eles?



Povos indígenas isolados

Cerca de 90% dos povos indígenas isolados que restam no planeta vivem em sete países da bacia amazônica e chaco paraguaio, em florestas onde os ciclos ecossistêmicos e a biodiversidade se encontram preservados. Esses povos mantêm-se em isolamento como defesa de um contato que se mostrou destruidor, seja por conflitos com o “branco” ou com outros povos indígenas. A decisão de isolamento é manifestada por atos de ameaça dirigidos a invasores, mas principalmente pela fuga sistemática em direção a territórios cada vez mais distantes das frentes de expansão da “civilização” – territórios escassos e submetidos à avidez que cobiça cada centímetro de terra para a completa conversão da “natureza” em “recursos naturais”.

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Cimi manifesta perplexidade diante de denúncias envolvendo deputado relator da PEC 215, ruralistas e CNA‏

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Nota do Conselho Indigenista Missionário sobre o Estado de Direito e a falta de limites do latifúndio no Brasil

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O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) manifesta perplexidade diante das graves denúncias divulgadas pelo Ministério Público Federal do Mato Grosso (MPF/MT), nesta quinta-feira, 21, envolvendo ruralistas, Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e parlamentar relator da Comissão Especial da Câmara Federal que trata da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/00.

De acordo com a denúncia “Conversa telefônica legalmente interceptada, revela que o líder ruralista Sebastião Ferreira Prado planejava o pagamento de R$ 30 mil a advogado ligado à Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que seria o responsável pelo relatório da PEC 215, na Comissão Especial que aprecia a matéria na Câmara dos Deputados”.

Sebastião, líder da Associação de Produtores Rurais de Suiá-Missu (Aprossum), está preso, acusado de aliciar pessoas para resistir à desocupação da Terra Indígena Marãiwatsédé, do povo Xavante, no nordeste de Mato Grosso. Cumpre salientar ainda que, segundo a denúncia, “o grupo recebia recursos de apoiadores de outros estados para financiar suas atividades, inviabilizando a efetiva ocupação do território pelos índios. A influência do movimento de resistência extrapolava os limites de Mato Grosso e influenciava, também, conflitos na Bahia, Paraná, Maranhão e Mato Grosso do Sul”.

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Taipei Times - Book review: The Falling Sky: Words of a Yanomami Shaman

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French anthropologist Bruce Albert’s book is a series of fascinating conversations with an Amazonian shaman that covers topics such as psychotropic drug use and the recent history of the Yanomami tribe

By Bradley Winterton  /  Contributing reporter



p11-140821-a5This book, a prolonged labor of love by the French anthropologist Bruce Albert, is likely to become an important reference tool and possibly an instant bestseller. It mostly consists of discourses by an Amazonian shaman, duly noted down by Albert and then translated into French, and now English. The wider context — the status of worlds perceived while under strong psychotropic stimulation, and the recent history of the Yanomami tribe — is particularly fascinating.

The extraordinary fact about the chemical dimethyltryptamine (DMT), the active ingredient of the bark of the tree the Yanomami call yakoana, as well as a wide range of psychedelic mushrooms and cactuses, isn’t merely that it occurs naturally in small amounts in the human body, concentrated in the pineal gland. What is even more sensational is that it appears to give rise, in whatever cultures it’s consumed, to visions of “little people”, what the Yanomami call xapiri, or dancing spirits. These are almost certainly what in other contexts have been dubbed fairies, elves, leprechauns, aliens or (quite possibly) angels.

Davi Kopenawa is no illiterate spirit-priest but the leading spokesman of the Yanomami, and recipient of several international awards. He began life learning Portuguese and later worked as a translator for a Brazilian government agency, and he’s subsequently visited France, the UK and the US to campaign for the rights of indigenous peoples. But he remains a shaman as well, initiated by his father-in-law at the age of 27.

The chapter describing this initiation is unforgettable. The yakoana powder was blown into his nostrils day after day, he fasted until his digestive system was entirely empty except for watered-down honey, he rolled on the ground, covered in dust and with his ribs sticking out, and still he couldn’t see the xapiri.
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Questão indígena esquenta disputa eleitoral em Roraima

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Denúncia feita pelo pajé Davi Kopenawa contra Romero Jucá (PMDB) é apenas ó último capítulo de uma das mais acirradas disputas do país.

Carta Capital por Bruna Carvalho

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O xamã indígena Davi Kopenawa, pajé e presidente da Hutukara Associação Yanomami, participa de mesa que a Flip dedicada aos índios e à Amazônia

Quando o pajé Davi Kopenawa pediu a palavra na cerimônia de encerramento da Festa Literária de Paraty (Flip) para denunciar as ameaças de morte que sofreu nos últimos meses, trouxe à tona uma série de questões inerentes ao embate político que hoje tem palco em Roraima. Davi se mostrou preocupado com a invasão de fazendeiros e garimpeiros na terra dos ianomâmis.

“Não quero repetir o que aconteceu há 40 anos com o meu amigo Chico Mendes”, afirmou antes de acusar a família do senador Romero Jucá (PMDB-RR) de incentivar a prática de garimpo ilegal. “O filho dele mora em Roraima e está mandando os garimpeiros entrarem no estado. Nós, a Funai e a Associação Ianomâmi ficamos brigando com ele, pois ele não pode continuar destruindo a natureza.”

Pouco depois dessas palavras serem proferidas diante da imprensa nacional e internacional presente no evento, o alvo das acusações se pronunciou. Romero Jucá, cujo filho Rodrigo disputa a eleição em Roraima como vice na chapa do governador Chico Rodrigues (PSB), disse no dia seguinte que a fala de Davi não passava de uma tentativa de promover a senadora Ângela Portela (PT-RR), adversária de Rodrigo na disputa.

“As declarações de Davi são irresponsáveis e mentirosas. Eu não tenho nada a ver com garimpo, o Rodrigo não tem nada a ver com garimpeiro”, afirmou Jucá a CartaCapital. “A senadora Ângela e o Davi, que mandam na Funai de Roraima, deveriam estar mais preocupados com os índios que passam fome na periferia de Boa Vista do que com o banquete na Flip.”

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No fim da Flip, líder ianomâmi relata ameaça de morte e cita Chico Mendes

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Davi Kopenawa havia dito antes que recebeu intimidações de garimpeiros.

Festa literária de Paraty acabou neste domingo (3).

Fonte G1

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Davi Kopenawa, líder indígena ianomâmi, durante o encerramento da Flip em que disse sobre ameaças (Foto: Flavio Moraes/G1)

A tradicional roda de leitura que encerra a Flip foi sucedida por um discurso do líder ianomâmi Davi Kopenawa neste domingo (3), a respeito das ameaças de morte que vem recebendo em Roraima e no Amazonas. "Estou muito preocupado com o meu povo ianomâmi. Os fazendeiros e garimpeiros têm muito dinheiro para matar o índio", disse o presidente da Hutukara Associação Yanomami.

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'Eu não quero morrer à toa', diz Davi Kopenawa em Paraty

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Líder ianomâmi ameaçado de morte diz que até agora não recebeu proteção da polícia


Por Maurício Meireles
O Globo

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Uma mulher ianomami e seu filho: grupo étnico vive sob ameaça - Scott Dalton/The New York Times / Divulgação

Ameaçado de morte por garimpeiros, o líder ianomâmi Davi Kopenawa chegou nesta quarta-feira à Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e está hospedado —por uma ironia sombria — na Pousada do Ouro. Conhecido internacionalmente por sua militância, ele diz que as atuais ameaças são as mais graves que já recebeu e, por isso, teme pela segurança do filho. Kopenawa também denuncia o que seria uma negligência das autoridades em oferecer proteção a ele e seus colaboradores.

— Fui denunciar as ameaças ao delegado da Polícia Federal em Boa vista, mas acho que ele não está interessado em ajudar o povo indígena. Disse que não podia prometer nada para nos proteger — afirma Davi. — Então estou sem proteção das autoridades. Estou protegido por nós mesmos. Sem armas.

O líder indígena passou um mês com "sua comunidade", afastado da cidade, onde, diz ele, os garimpeiros não podem encontrá-lo. Mas afirma estar preocupado com seu filho, que também milita pelos direitos ianomâmi.

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Davi Yanomami denuncia que está ameaçado de morte por garimpeiros

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Leia também:

Survival: Brésil : un chamane de renommée mondiale menacé d’assassinat

BBC: Amazon: Yanomami tribe's Davi Kopenawa gets death threats

Davi Kopenawa Yanomami está sob ameaça de morte no Brasil

G1: 'Estou sendo ameaçado de morte', diz líder indígena Davi Kopenawa, em RR

G1: Líder Yanomami alega que sofre ameaça de morte, em Roraima

ISA :  Davi Kopenawa Yanomami recebe ameaça de morte

FSP: A caminho da flip Davi Kopenawa denuncia ameaças de morte

Survival International: Brazil: Gunmen threaten to assassinate leading Amazon shaman


 

FBV: RIBAMAR ROCHA
Editoria de Cidade
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7_29_14O líder Yanomami, Davi Kopenawa, denunciou ao delegado-adjunto da Polícia Federal (PF) em Roraima, Fernando Peres, que está sofrendo ameaças de morte. Um relatório cronológico foi protocolado na PF e entregue ao delgado durante audiência realizada na tarde de ontem na sede da PF. O relatório é assinado pelo diretor da Hutukara Associação Yanomami (HAY), Dario Vitorio Kopenawa Yanomami, e consta que as ameaças estariam partindo de pessoas que se sentiram prejudicadas com as operações de retiradas de garimpeiros na Terra Yanomami.

Segundo aponta o relatório, além de Davi, os diretores e funcionários da HAY estariam em clima de insegurança depois das ameaças de morte feitas por pessoas estranhas que estariam rondando a sede da organização.

A cronologia das ameaças relata que em maio deste ano o diretor da Hutukara, Armindo Góes, disse que estava em São Gabriel da Cachoeira-AM quando garimpeiros avisaram que "pessoas que tiveram prejuízo com as operações de combate ao garimpo na Terra Yanomami estavam buscando por Davi Kopenawa e que ele não chegaria vivo até o final do ano".

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Ameaça à liderança indígena Davi Kopenawa Yanomami - Presidente da Hutukara Associação Yanomami (HAY)

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Davi Kopenawa Yanomami recebe ameaça de morte

Diretores e funcionários da Hutukara Associação Yanomami vivem clima de insegurança depois que seu presidente Davi Kopenawa foi ameaçado de morte e pessoas estranhas rondam a sede da organização.

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Cronologia das ameaças
Em maio deste ano o diretor da Hutukara Armindo Góes  estava andando por São Gabriel da Cachoeira/AM quando garimpeiros foram ao seu encontro e avisaram que as pessoas que tiveram prejuízo com as operações de combate ao garimpo dentro da TI Yanomami estavam buscando por Davi Kopenawa e que ele não chegaria vivo até o final do ano.

Como precaução, a Hutukara tomou medidas para aumentar a segurança na sua sede em Boa Vista e restringiu as atividades e a movimentação do seu presidente. No entanto, em junho deste ano, dois homens armados entraram na sede do ISA, em Boa Vista, procurando por Davi e por funcionários do ISA.

Após entrarem no escritório sacaram pistolas e anunciaram o assalto. Levaram todos os computadores, celulares e GPSs. Um dos criminosos foi preso e disse que o assalto havia sido encomendado por outro homem em um garimpo em Tumeremo, na Venezuela. 

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Expansão da rede de comunicação dos Yanomami por radiofonia

O projeto tem como meta ampliar a rede de aldeias yanomami interligadas pela comunicação via radiofonia. Atualmente fazem parte desta rede 17 comunidades localizadas na Terra Indígena Yanomami mais a sede da HAY localizada em Boa Vista. A meta deste projeto é ampliar para 87 o número de comunidades, o que corresponde a 32% do total de comunidades yanomami no Brasil (257). Leia Mais ∴